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Lina Bo Bardi e a Bahia: Baraúna, São Paulo, Brasil

Passadas exhibition
3 Setembro - 15 Novembro 2025
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Apresentação
Lina Bo Bardi e a Bahia, Baraúna, São Paulo, Brasil
O escultor Mario Cravo me acompanha na cidade. É tudo azul, até o calor. Acostumada ao Azul Mediterrâneo, conheço aqui o azul tropical que vai até o cinzento.
L.B.B., Salvador, 1958.

A observação de Lina Bo Bardi sobre sua chegada à Bahia traduz mais do que uma impressão cromática. É o marco de uma transformação sensível e conceitual em sua carreira, que redefiniria sua relação com a arquitetura, a cultura e o Brasil. Sua passagem pelo território Baiano, em suas duas fases, representou um marco decisivo em sua trajetória como arquiteta, designer, curadora e tantas outras funções que tomaria a frente do Museu de Arte Moderna da Bahia enquanto sua diretora na década de 1960. Imersa na cultura popular e nos saberes tradicionais, Lina encontrou em Salvador um território fértil para aprofundar sua visão de arte e de uma arquitetura brasileira genuína, enraizada nas expressões culturais do cotidiano.

 

Lina encontrou na Bahia algo radicalmente novo: uma atmosfera viva, sincrética e popular, em que as fronteiras entre arte, religião, arquitetura e cotidiano se dissolviam. Ao lado de pessoas como Martim Gonçalves, Glauber Rocha e Mário Cravo Júnior, mergulhou no universo afro-brasileiro e nas expressões populares, percebendo ali uma força cultural que contrastava com os modelos modernistas importados. Sua atuação na Universidade Federal da Bahia e o consequente convite pelo Governador Juracy Magalhães e sua esposa Lavínia Magalhães para dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia num momento de efervescência cultural possibilitaram criar um campo para concretizar um desejo de integrar o fazer artístico ao cotidiano, criar espaços acessíveis e vivos fomentando a educação.

 

O foyer do Teatro Castro Alves, uma das poucas partes poupadas pelo incêndio que destruiu grande parte do prédio na véspera de sua inauguração, acabou se transformando em um espaço de experimentação para Lina Bo Bardi que incluiu teatro, exposições de arte e cinema. Ali, ela começou a dar forma à sua ideia de museu como lugar vivo, democrático e com viés educativo. As exposições que organizava ali não seguiam os moldes tradicionais: ao contrário, desafiavam os conceitos estabelecidos de arte e provocavam novas leituras sobre o fazer artístico. Com um olhar sensível e uma curadoria atenta, Lina trouxe à tona nomes como Agnaldo dos Santos, João Alves e Aurelino dos Santos — todos presentes nesta exposição —, colocando-os lado a lado com grandes mestres do Renascimento. Seu gesto não era apenas estético, mas também político e cultural: reconhecia a força criativa dos artistas populares e questionava a hierarquia dominante no mundo da arte.

 

Foi também nesse contexto efervescente que nasceram algumas das criações mais singulares de mobiliário da arquiteta. Para a instalação de um auditório-cinema dentro do museu, Lina desenhou poltronas especialmente para o cineclube. Essas peças, agora reeditadas pela Baraúna, ganharam o nome de “Poltrona Sertaneja”. Feitas a partir de materiais simples e locais — madeira, couro, fibras naturais —, elas revelam o compromisso de Lina com a funcionalidade e a cultura local. Da sua segunda visita a Salvador, no final dos anos 1980, surgiram peças de mobiliário igualmente emblemáticas como a Cadeira Frei Egídio desenhada para o Teatro Gregório de Mattos e a cadeira Girafa, desenhada para a Casa do Benin, também presentes na exposição.

 

Assim, o azul tropical foi, para Lina Bo Bardi, mais do que paisagem — foi revelação. Um ponto de virada que reforça uma filosofia de atuação voltada ao entorno, às pessoas e às tradições locais. A partir de uma experiência que valorizava o artesanal e o gesto popular suas criações passaram a ser espaços de encontro — entre o passado e o presente, entre o artesanal e o moderno. Projetos como o SESC Pompéia, iniciados após essa vivência, são claros exemplos de um compromisso ético e social para com realidade brasileira. A Bahia não foi apenas um lugar de passagem, mas um espaço de profunda transformação.

 Weslley Pontes

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Obras
  • Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki Cadeira Girafa, 1986 L 37 x A 79 x P 44 cm Assento: 48 cm
    Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki
    Cadeira Girafa, 1986
    L 37 x A 79 x P 44 cm
    Assento: 48 cm
    R$ 2,258.00
  • Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki Cadeira Frei Egidio, 1987 L 36 x A 84 x P 49 cm Assento: 48 cm
    Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki
    Cadeira Frei Egidio, 1987
    L 36 x A 84 x P 49 cm
    Assento: 48 cm
    R$ 2,728.00
  • Lina Bo Bardi Poltrona Sertaneja, 1960 / 2023 L 66 x A 79 x P 49 cm
    Lina Bo Bardi
    Poltrona Sertaneja, 1960 / 2023
    L 66 x A 79 x P 49 cm
    R$ 6,688.00
  • Marcelo Ferraz Banco Marola, 1990 L 212 x A 88 x P 43 cm Assento: 45 cm
    Marcelo Ferraz
    Banco Marola, 1990
    L 212 x A 88 x P 43 cm
    Assento: 45 cm
  • Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki Cadeira Girafa Carbonizada, 1986 / 2021 L 39 x A 79 x P 44 cm
    Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki
    Cadeira Girafa Carbonizada, 1986 / 2021
    L 39 x A 79 x P 44 cm
    R$ 3,198.00
  • Francisco Fanucci Sofá PB, 1990 2 lugares: L 148 x A 80 x P 84 cm
    Francisco Fanucci
    Sofá PB, 1990
    2 lugares: L 148 x A 80 x P 84 cm
  • Claudio Corrêa Aparador Caiçara, 2007 Dimensões variáveis
    Claudio Corrêa
    Aparador Caiçara, 2007
    Dimensões variáveis
  • Baraúna Mesa de centro Caetano, 1996
    Baraúna
    Mesa de centro Caetano, 1996
    R$ 17,335.00
  • Edições especiais Baraúna Cadeira Girafa em Grumixama, 2025 L 37 x A 79 x P 44 cm
    Edições especiais Baraúna
    Cadeira Girafa em Grumixama, 2025
    L 37 x A 79 x P 44 cm
    R$ 6,000.00
  • Claudio Corrêa Mesa Maracanã, 2003 320 x 75 x 120 cm
    Claudio Corrêa
    Mesa Maracanã, 2003
    320 x 75 x 120 cm
  • Emanoel Araujo Adivinha quem veio para o jantar, 2021 220 x 63 x 10 cm
    Emanoel Araujo
    Adivinha quem veio para o jantar, 2021
    220 x 63 x 10 cm
  • Emanoel Araujo Relevo, 2017 220 x 60 x 25 cm
    Emanoel Araujo
    Relevo, 2017
    220 x 60 x 25 cm
  • Mestre Guarany Carranca Navegada, s.d. 92 x 25 x 40 cm
    Mestre Guarany
    Carranca Navegada, s.d.
    92 x 25 x 40 cm
    Esgotado
  • Mestre Vitalino Matança do Boi, s.d. h= 17 cm
    Mestre Vitalino
    Matança do Boi, s.d.
    h= 17 cm
  • Pierre Verger Porto, Belém, 1948 100 x 100 cm
    Pierre Verger
    Porto, Belém, 1948
    100 x 100 cm
  • Pierre Verger Santeiros, Salvador, dec. 1950 30 x 30 cm
    Pierre Verger
    Santeiros, Salvador, dec. 1950
    30 x 30 cm
  • Pierre Verger Egun, Salvador, c. 1950 30 x 30 cm
    Pierre Verger
    Egun, Salvador, c. 1950
    30 x 30 cm
  • Pierre Verger José Pancetti, Salvador, 1946-1950 30 x 30 cm
    Pierre Verger
    José Pancetti, Salvador, 1946-1950
    30 x 30 cm
  • Pierre Verger Salvador, dec. 1950 30 x 30 cm
    Pierre Verger
    Salvador, dec. 1950
    30 x 30 cm
  • Anônimo [Sec. XVIII] Santo Antonio de Roca, sec. XVIII 1,72 x 31 x 30 cm
    Anônimo [Sec. XVIII]
    Santo Antonio de Roca, sec. XVIII
    1,72 x 31 x 30 cm
  • Mario Cravo Neto Carnaval, dec. 1980 90 x 90 cm Edição 1/7
    Mario Cravo Neto
    Carnaval, dec. 1980
    90 x 90 cm
    Edição 1/7
  • Mario Cravo Neto Pedro dos Santos, 1991 100 x 100 cm
    Mario Cravo Neto
    Pedro dos Santos, 1991
    100 x 100 cm
  • Agnaldo Manoel dos Santos Nossa Senhora da Conceição, s.d. h= 46 cm
    Agnaldo Manoel dos Santos
    Nossa Senhora da Conceição, s.d.
    h= 46 cm
    Esgotado
  • Agnaldo Manoel dos Santos sem título, dec. 1950 32 x 13,5 x 12 cm
    Agnaldo Manoel dos Santos
    sem título, dec. 1950
    32 x 13,5 x 12 cm
  • Aurelino dos Santos sem título, 1986 50 x 40 cm
    Aurelino dos Santos
    sem título, 1986
    50 x 40 cm
  • Aurelino dos Santos 45,5 x 60 cm
    Aurelino dos Santos
    45,5 x 60 cm
  • Aurelino dos Santos 80 x 80 cm
    Aurelino dos Santos
    80 x 80 cm
  • João Alves sem título, 1962 50 x 62 cm
    João Alves
    sem título, 1962
    50 x 62 cm
  • João Alves Palafitas, dec. 1960 48 x 60 cm
    João Alves
    Palafitas, dec. 1960
    48 x 60 cm
  • Mario Cravo Jr. sem título - série cabeças, dec. 1980 60 x 20 x 16 cm
    Mario Cravo Jr.
    sem título - série cabeças, dec. 1980
    60 x 20 x 16 cm
  • Bob Wolfenson Lina bo Bardi com fifó, 1978
    Bob Wolfenson
    Lina bo Bardi com fifó, 1978
  • Marcelo Ferraz Lina e Verger, 1988 100 x 66 cm
    Marcelo Ferraz
    Lina e Verger, 1988
    100 x 66 cm
  • Victor Nosek Projeto para placa do Restaurante Coaty, 1990 25 x 35 cm
    Victor Nosek
    Projeto para placa do Restaurante Coaty, 1990
    25 x 35 cm
    Esgotado
Instalação
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Ruy Teixeira
    Foto: Ruy Teixeira
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    Foto: Ruy Teixeira
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    Foto: Ruy Teixeira
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    Foto: Ruy Teixeira
  • Foto: Julia Daudén
    Foto: Julia Daudén
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